Cultura

Loading...

sábado, 22 de abril de 2017

Mundo da Ciência

O Código de Isaías
Pesquisa e preparação: dlsotolepe - Cadeira 18
Observo que vivemos num mundo totalmente desconhecido para muitos, sabemos que nosso corpo e um mistério, que não conhecemos e não se faz questão de conhecer. Li este artigo achando o muito interessante e quero compartir com os confrades e todos aqueles que visitem a pagina e se interessem pelo tema.

Gregg Braden, desenhista de sistemas de computação aeroespaciais e geólogo chefe da Phillips Petroleum, é um cientista conhecido hoje por unir o mundo da ciência e o mundo espiritual, vale a pena ler o que ele diz!
Você sabe que hoje a ciência já provou através da física quântica que somos energia e que estamos todos conectados através de nossa vibração?
Deus é puro amor, é energia e por ser energia, não morre, não desaparece, é imortal e está em todos os lugares. E como somos a imagem e semelhança de Deus, sabemos que somos energia e hoje podemos provar isso. Somos seres espirituais e não seres feitos de matéria (e somos eternos).
Durante muito tempo achava-se que a menor partícula de uma célula, o átomo era feito de matéria. Depois descobriram que na verdade a maior parte de um átomo é vácuo, então se achava que o núcleo que é muito pequeno seria material.
Esta ideia caiu por terra quando através do uso de microscópios eletrônicos muito potentes verificou-se que o núcleo de um átomo é apenas uma energia condensada, não é matéria. Mas se tudo o que existe no mundo “material” é feito de um conjunto de células, estas são feitas de átomos e se um átomo de qualquer coisa não é material, então… No nível microscópio, nada é material, tudo é vibração, tudo é feito de energia condensada.
Vivemos num universo de vibração e nossos corpos são feitos a partir da vibração da energia que emanamos constantemente.
O que você pensa sobre o seu corpo e a sua saúde???

O Código de Isaías
Apesar de pouco conhecido ainda, a descoberta do Grande Código Isaías nas cavernas do Mar Morto, em 1946, revelou as chaves sobre o nosso papel na criação. Entre estas chaves encontram-se as instruções de um modelo “perdido” de oração, que a ciência quântica moderna sugere que tenha o poder de curar nossos corpos, trazer paz duradoura a nosso mundo e, talvez, prevenir as grandes tragédias que poderia enfrentar a humanidade.
“Com as palavras de seu tempo, os Essênios nos lembram que toda a oração já foi atendida por Deus.”
Qualquer resultado que possamos imaginar e cada possibilidade que sejamos capazes de conceber, é um aspecto da criação que já foi criado e existe no presente como um estado “adormecido” de possibilidade. A física quântica já foi apelidada de Física das Possibilidades, por nos dizer que tudo o que imaginamos encontra-se disponível como uma das possibilidades que vamos assimilar em nossas vidas, só devemos “atrair” a que desejamos através do pensamento.
CRIAR, ATRAIR OU ACESSAR?
A partir desta perspectiva, nossa oração baseada nos sentimentos deixa de ser “algo por obter” e se converte  em “acessar” o resultado  desejado, que já está criado no mundo vibracional (quântico, atômico) das infinitas possibilidades.
Ou seja, nada é impossível, quando temos um desejo sincero, este desejo torna-se parte das nossas possibilidades futuras no nível quântico e só precisamos sintonizá-lo.
Então já sabemos que a ciência atual consegue provar através da teoria quântica que pensamento é energia, que toda energia tem uma vibração e que a vibração cria o mundo material, nossos corpos e todo o restante ao nosso redor foi e continua sendo criado através das nossas mentes coletivas.
Também sabemos que a luz é uma fonte de energia, então…
A que estão conectadas as partículas de luz?
Gregg Braden diz que estamos sendo levados a aceitar a possibilidade de que existe um NOVO campo de energia e que o DNA está se comunicando com os fótons por meio deste campo.
EXPERIMENTO 1
Neste experimento foi recolhida uma amostra de leucócitos (glóbulos brancos) de vários doadores. Estas amostras foram colocadas em uma sala com um equipamento de medição das alterações elétricas.
Neste experimento o doador era colocado em outra sala e submetido a "estímulos emocionais“ provocados por vídeos que lhe causavam emoções.
O DNA era colocado em um lugar diferente do doador, mas no mesmo prédio. O doador e seu DNA eram monitorados e quando o doador mostrava alterações emocionais (medidas em ondas elétricas) o DNA visualizado através de microscópios MUITO potentes expressava RESPOSTAS IDÊNTICAS E SIMULTÂNEAS.
Os altos e baixos do DNA COINCIDIRAM EXATAMENTE com os altos e baixos do doador.
O objetivo era saber a que distância poderia estar separado o doador do seu DNA para que o efeito continuasse a ser observado. Pararam de fazer provas quando chegaram a uma distância de mais de 80 quilômetros entre o DNA e seu doador, e continuaram obtendo o MESMO resultado.
Sem diferença e sem atraso de transmissão.
O DNA e o doador tiveram as mesmas respostas ao mesmo tempo.
Mas o que isto significa?
Gregg Braden diz que isto significa que as células vivas se reconhecem através de uma forma de energia não reconhecida com antecipação. Esta energia não é afetada nem pela distância nem pelo tempo. Não é uma forma de energia localizada, mas uma energia que existe em todas as partes e todo o tempo.
EXPERIMENTO 2
Outro experimento foi realizado pelo Instituto Heart Math e  nele se observou o DNA da placenta humana (a forma mais antiga do DNA) que foi colocado em um recipiente, onde  podiam ser medidas as suas alterações.
Foram distribuídas 28 amostras em tubos de ensaio para um mesmo número de investigadores previamente treinados. Cada investigador foi treinado para gerar e EMITIR sentimentos, e cada um podia ter fortes emoções. O que se descobriu foi que o DNA mudou de forma de acordo com os sentimentos dos investigadores.
1. Quando os investigadores sentiram gratidão, amor e estima, o DNA respondeu RELAXANDO e seus filamentos se estirando. O DNA ficou mais longo.
2. Quando os investigadores SENTIRAM raiva, medo ou stress, o DNA respondeu SE ENCOLHENDO. Tornou-se mais curto e muitos códigos se APAGARAM. Alguma vez você já se sentiu "carregado" por emoções negativas?
Agora sabem os porque nossos corpos também se afetam. Os códigos do DNA se conectaram de novo quando os investigadores tiveram sentimentos de amor, alegria, gratidão, harmonia e estima e em muitos casos houve a cura física de doenças. Estas alterações emocionais provaram que eram capazes de ir além dos efeitos eletromagnéticos. Os indivíduos treinados para sentir amor profundo, foram capazes de modificar a forma de seu DNA.
Gregg Braden disse que isto ilustra uma nova forma de energia, que conecta toda a criação. Esta energia parece ser uma REDE TECIDA de forma AJUSTADA, e que conecta toda a matéria. Essencialmente podemos influenciar essa rede de criação por meio da nossa VIBRAÇÃO.

QUESTÃO DE VIBRAÇÃO
Há mais de cinqüenta anos, em 1947, o Dr. Hans Jenny desenvolveu uma nova ciência para investigar a relação entre a vibração e a forma. Mediante seus estudos, o Dr. Jenny demonstrou que a vibração produzia até geometria. O Dr. Jenny produziu uma surpreendente variedade de desenhos geométricos, desde alguns muito complexos até outros bastante simples, em materiais como água, azeite, grafite e enxofre em pó. Cada desenho era simplesmente a forma visível de uma força invisível.
A importância destas experiências é que, com elas, o Dr. Jenny provou, sem espaço para dúvidas, que a vibração cria uma forma previsível na substância onde é projetada.
Pensamento, sentimento e emoção são vibrações que criam um transtorno sobre a matéria em que são projetados, por esta razão precisamos tomar cuidado com o que pensamos e sentimos. 
Muitas pessoas se exercitam, vão à academia, bebem muita água, comem alimentos saudáveis, mas vivem com raiva ou pessimismo, assistem sempre aos noticiários negativos, adoram filmes de guerra, drama e violência, conversam sobre doenças, crise financeira, guerras, estas pessoas geralmente não entendem por que ficam doentes e deprimidas… O alimento que ingerimos é importante, mas as emoções são o alimento da alma e este alimento (as emoções) influenciam a nossa saúde e o nosso destino completamente.
Que tal ser amigo da sua alma?
Veja coisas engraçadas, divertidas, alegres, bonitas, românticas, interessantes, instrutivas, espiritualistas, otimistas…
Deixe o noticiário de lado, as conversas negativas, os livros e filmes violentos e tristes, pois o que isso agrega de qualidade positiva em sua vida? NADA!!! Negativamente: TUDO!!!
Seja mais feliz, ame-se e cuide com o alimento da sua alma…
RESPOSTA: A chave para obter um resultado entre os muitos possíveis (assimilar uma das infinitas possibilidades que nos cercam) reside em nossa habilidade para escolher nossas emoções e sentir que nossa escolha já está acontecendo.
Vendo a  oração deste modo, como «sentimento», nos leva a encontrar a qualidade do pensamento e da emoção que produz esse sentimento: viver como se o fruto de nossa prece já estivesse a caminho. Se Pensamento, Sentimento e Emoção não estão alinhados não há União.
Portanto: Se cada padrão se move em uma direção diferente o resultado é uma dispersão da energia e o resultado da sua oração não é “recebido” por você.
Se, por outro lado, os padrões de nossa oração se centram na união, como pode o «material» da criação não responder a nossa prece?
Qualquer um que diga a esta montanha: sai daí e joga-te no mar, não vacilando em seu coração, mas acreditando que acontecerá, assim será! (Marcos 11,23).
A chave para que a oração seja eficaz é a união do pensamento, do sentimento e da emoção.
COM  QUE  RAPIDEZ  ISSO  OCORRE?
Diz Gregg Braden que alguns de "nossos cientistas" estão observando  que o magnetismo da Terra está diminuindo drástica e rapidamente. Inclusive já especularam em segredo sobre uma possível alteração nos pólos magnéticos do planeta, prevista justamente para o ano em que termina o calendário maia, e as profecias Hopi assinalam como o princípio de um novo começo: 2012. A tão famosa era de Aquário. Diz que quanto maior o magnetismo, maior é o tempo para a manifestação no nosso mundo o que pensamos e sentimos.
Por conseguinte, quanto menor o magnetismo, menor será o tempo para nos encontrarmos com a manifestação de nossos desejos, então levará menos tempo para nossos desejo se manifestarem. Isto pode ser algo maravilhoso, não? Ou… Menos tempo para a manifestação de nossos medos, caso mantenhamos pensamentos negativos.
Tudo depende de você.
O que você pensa mais?
CONCLUSÃO
Vimos que geneticamente nosso DNA muda com as frequências que produzem nossos sentimentos, e como é que as frequências energéticas mais altas, que são as do Amor, impactam no ambiente, de uma forma material, produzindo transformações não só em nosso DNA, mas no ambiente que nos cerca.
Ou seja, você possui muito mais poder do que imaginava… Portanto, quanto mais Amor deixarmos fluir por nossos corpos, mais adaptados estaremos para enfrentar o que possa acontecer em nossas vidas.
E podemos conduzir TODO o nosso planeta, mediante nossos pensamentos positivos em conjunto, para o melhor futuro possível.


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Eterno Retorno Maçônico:

A vida para além da morte
Márcio Moraes, M\I\
Acadêmico da Cadeira nº10 da ACADESUL

Eis que tendo travado uma luta com seu irmão Seth, o qual ambicionava se apoderar do reino do Egito, Osíris sai golpeado e seu corpo esquartejado. Dos pedaços, que foram espalhados por todos os lugares, saiu sua irmã Isis em busca. Junta todos, à exceção do pênis, que jogado no Nilo fora devorado por um peixe que o levou ao fundo do Rio, inviabilizando-se assim o retorno de Osíris ao mundo dos vivos.  Muito tempo após a morte do Osíris, Isis pousada sob o cadáver de Osíris é fecundada com Hórus. Hórus, nascido, busca vingar o pai e na batalha em que vence Seth tornando-se rei dos vivos perde seu olho esquerdo, o olho da Lua. Está é apenas uma das possíveis versões desta lenda milenar.
O Sol, em uma Loja, é o Venerável Mestre e inicia sua jornada no Oriente, onde aquele toma seu assento. A transmissão da palavra sagrada faz-se assim, por analogia, movimentação solar, que leva a luz (a própria palavra) a todos os quadrantes da Loja. A energia vibracional que circula com o som da palavra entra e se mistura em todo recipiendário que a ouve. Certamente as oscilações sonoras, absorvidas pelo corpo vibrátil do maçom, produzem seus efeitos. É desta interação de frequências oscilatórias, de um lado da palavra sagrada e de outro da própria pedra bruta, que emerge uma terceira frequência, ressonante à combinação das suas constituintes. A ressonância se propaga, para cima e para baixo, no sentido hermético. Acima, encontra outras ressonâncias, de frequências mais altas. Abaixo, encontra também outras ressonâncias, porém de frequências mais baixas, e por isso mais permeáveis às ondas que emana.  Uma onda de energia permeia com mais facilidade as ondas de frequência mais baixas.
O maçom, pedra bruta ressonante, provoca alterações nos mundos superiores, em menor proporção, e nos mundos inferiores, em maior proporção.  Da mesma forma, recebe a influência das vibrações que ressoam nos mundo superiores em maior proporção do que aquelas que lhe penetram vindas dos mundos inferiores. Assim, somos diretamente responsáveis pelos progressos de baixo, assim como somos em parte determinados pelos progressos de cima. É a lei hermética da correspondência: “o que está em cima é como o que está embaixo e o que está embaixo é como o que está encima”.
A frequência vibrátil, genuína manifestação da vida originada pela palavra, colide com a pedra bruta, se fragmenta em diversas harmônicas ressonantes. Já não se consegue mais, pela união das ressonantes resultantes, obter o som primordial. É tal qual Osíris mutilado onde a questão primordial não é trazê-lo do mundo inferior, mas a partir dele fazer nascer Hórus.
Quando, em Loja, recebemos a palavra sagrada ou qualquer tipo de instrução somos provocados a repetir o som, eventualmente repetir a instrução para novos irmãos. Por mais que a palavra circulante em tese seja a mesma e que nossos ouvidos nos digam da imutabilidade dela, no nível vibracional, o sujeito que a enuncia coloca sua energia na enunciação. Já não importa necessariamente o que se diz, mas de onde se diz. Qual pedra produz aquele som, eis a boa pergunta. As pedras se transformam pela passagem da onda e retornam ondas que são sínteses desta transformação.
A transmissão do conhecimento maçônico se baseia em uma suposta repetição. Ao aprendiz se pergunta como se pode saber sê-lo um, no que responde: “pelo sinal, pela palavra, pelo toque e pela repetição das formalidades de minha iniciação”.
Ora, por acaso são iguais os sinais, os toques e as palavras? E as tais formalidades são iguais? Notadamente, sem que seja necessário se adentrar em um estudo histórico bibliográfico sabemos que há uma série de divergências longitudinais (ditas temporais) e transversais (ditas ritualísticas) nestes sinais de reconhecimento que em tese deveriam ser permanentes conforme o landmark. Parece que a existência de sinais de reconhecimento é menos perene que os sinais em si.
E se, por apenas um exercício mental, que nos é fundamental à perpetuação da Ordem, crêssemos na efemeridade destes sinais? Estaríamos crendo que a repetição é possível e necessária e que temos a capacidade de experimentar e atuar situações sem que nosso lugar e condição possam afetar tais fenômenos.  Deixaríamos de ser pedra ressonante e nos tornaríamos espécie de espelho que não se deixa tocar e que tudo reflete.
As experiências afetivas demonstram facilmente que somos seres permeáveis aos afetos que desenvolvemos com nossos pares. Não somos espelhos frios. Reconhecer teria relação assim com conhecer novamente, conhecer o novo, de novo, e não identificar um padrão de repetição. Em toda repetição haveria, pois, uma espécie de transgressão à identidade. Toda palavra que circula, todo sinal que é repetido, não seria idêntico a si mesmo, ao primeiro sinal feito, à primeira palavra enunciada. Perdeu-se e buscamos esta tal palavra perdida como se fosse possível encontra-la fora de si mesmo.
Nem todo conhecimento do panteão egípcio pôde repetir o Osíris primevo. Só quando Isis percebe a fragilidade da duração (Osíris não é e é eterno ao mesmo tempo) que se cria a possibilidade para o surgimento de Hórus. Osíris, castrado, insiste e persiste, soa e ressoa sua energia vibracional no Hórus, que por sua vez igualmente leva a marca da energia primordial: é castrado do olho, do poder do olho, simbolizado a partir do século XVII com o olho que tudo vê. A morte de um, habita a vida de outro, e vice-e-versa. É como se a vida fosse a somatória da energia cósmica e que esta fosse uma constante e que suas componentes mudassem na medida em que os corpos entre si interagissem.
Neste sentido, a circulação na Maçonaria, expressão real da vida, seja talvez mais importante que o que circula, ou quem circula. É pela circulação que a energia se move e a tudo permeia, transformando a natureza dos corpos e da própria energia. Quão belo é ver, por exemplo, o Venerável Mestre chegar ao ápice da alegoria do mundo superior para depois, em ressonância à Lei da Catência, retornar à Guarda do Templo, permeando-se novamente das energias do mundo inferior, que lhe são afinal constituintes e determinantes desde o sempre. A circulação aí seria a antítese da repetição. O Venerável Mestre que repete o encargo de Guarda do Templo já não é mais o mesmo, mas precisa reconhecer, ou seja, conhecer de novo, aquele lugar esotérico, para, descendo, então subir. Não repete um evento que já experimentou. Circula por um lugar por onde já passou, mas que agora lhe parece estranhamente novo no sentido dado por Marcel Proust: “A verdadeira viagem do descobrimento não consiste em procurar novas paisagens, mas em ver com novos olhos.”
E, nesta cadência de catências, sobe e desce, emana sons, é atravessado por sons, ressoa sons, transforma e é transformado, em cima e embaixo, para então somente assim, evoluindo o que lhe rodeia conseguir evoluir. Osíris só vive por causa de Hórus e este só vive por causa daquele. Não se cuida de repetir formalidades ritualísticas, tampouco crer que rituais são meras repetições. Não há a repetição. O que há é a diferença, e para, além disso, a marca da diferença. A repetição é uma conduta necessária e fundada apenas em relação ao que, em tese, não pode ser substituído. Repetir é comportar-se, mas em relação a algo único ou singular, algo que não tem semelhante ou equivalente. Inexiste aquilo que não possua seu equivalente. Inexiste a repetição. A palavra que o Venerável Mestre emana do oriente chega justa e perfeita ao Irmão Segundo Vigilante, mas não repetida, tampouco igual, no sentido vibracional.
A diferença é o princípio constitutivo da natureza, é aquilo que modifica para evoluir e evolui para modificar. A maçonaria é universalmente constituída de diferenças. Desde os tempos mais remotos, a filosofia sempre demonstrou ter uma espécie de repulsa por tudo aquilo que se modifica, uma repulsa pelo próprio tempo e pela degradação inevitável que ele acarreta nos seres. Não pode haver ciência daquilo que está em perpétua transformação - assim Platão rejeita o mundo sensível em prol de uma existência imutável (a do mundo das essências). A mudança, o rio que não para de fluir, o movimento incessante das coisas como o próprio ser deste mundo, tudo isto deve ser ignorado pela razão, uma vez que sua natureza estritamente lógica não sabe lidar senão com a semelhança e a identidade nos seres.
Diz-se a Maçonaria uma Ordem progressista, no Brasil inclusive sob o ícone de nossa bandeira “ordem e progresso”. Crê-se que a repetição de atos prescritos em leis e em formalidades pode garantia a ordem e que é somente na ordem que a evolução, equiparada ao vocábulo progresso, pode surgir. A Lei da Catência, já comentada, diz claramente que um ente chegará em determinada etapa de sua etapa evolutiva que será mais fácil regredir para então se impulsionar ao progresso suplantando assim a etapa ulterior.
Isis tentou ordenar os pedaços de Osíris, mas não progrediu em seu intento de dar vida ao amado. É a diferença, enquanto acontecimento inusitado que emerge do encontro dos copos (a mortalha de Osíris e as lágrimas de Isis) que possibilita o progresso da humanidade. A repetição manteria o status quo, da zona de conforto, violaria a seleção natural das espécies, acabaria com as evoluções mutacionais, conduziria à morte em vida, ao eterno retorno do mesmo, no sentido dado de forma provocativa por Nietzsche:
E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez, e tu com ela, poeirinha da poeira!". Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: "Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?" pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?" (Friedrich Nietzsche em A Gaia Ciencia)
A diferença entre os maçons é justamente este espaço entre os maçons. Zona de força, espaço de ressonâncias, o espaço delimitado pelas duas linhas, portal ascensional, enfim, tudo que há entre o norte e sul é a diferença. É neste embate, nestas adversidades, que circula a palavra sagrada mudando e se deixando mudar, em sua natureza, mas não em sua potência.
O que devemos buscar não é a ordem (forma de organizar elementos), calcada ou recalcada na repetição, mas a Ordem projetada pela potência, pela vontade de potência em progredir: o tornar-se hoje mais livres do que fomos ontem e assim sucessivamente.
Somente quando percebermos que os pedaços de Osíris unidos são maiores que o Osíris primevo e que a suposta impotência anunciada pela castração é o acontecimento que anuncia e potencializa a diferença simbolizada pelo advento de Hórus, poderemos então empreender a grande aventura existencial. Entenderemos que somos muito mais constituídos por aquilo que nos transborda, pelos sons que ressonamos, do que por aquilo que supostamente nos falta, pelos sons que buscamos. O que circula é o eterno retorno, do novo.
“A grande aventura existencial consiste em empreender uma longa jornada e depois de terminá-la chegar ao mesmo ponto de origem e admirá-lo como se fosse a primeira vez que o vê”.(Marcel Proust na obra Em Busca do Tempo Perdido)
_________
REFERÊNCIAS
COLETÂNEA MAÇÔNICA: Landmarks, Porto Alegre: Grande Loja Maçônica do Estado do Rio Grande do Sul, 2008.
DELEUZE, Gilles. Diferença e Repetição. Lisboa: Relógio D´Água, 2000.
NICOLA, Ubaldo. Antologia Ilustrada de Filosofia: das origens à Idade Moderna. São Paulo: Globo, 2006.
NIETSZCHE, Friedrich. A Gaia Ciência. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
PLATÃO. A República. São Paulo: Nova Cultural, 1997.
PROUST, Marcel. Em Busca do Tempo Perdido: no caminho de Swann. Vol. 1. São Paulo: Globo, 2006.
RITUAL DO GRAU DE APRENDIZ MAÇOM: Rito Escocês Antigo e Aceito. Porto Alegre: Grande Loja Maçônica do Estado do Rio Grande do Sul, 2008.
SEGANFREDO, Carmen; FRANCHINI, A.S. As Melhores Histórias da Mitologia Egípcia. 1. ed. Porto Alegre: L&PM, 2006.


quinta-feira, 13 de abril de 2017

Atenas

A Academia de Platão
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Academia, pesquisa e preparação : dlsotolepe 
(Ou Academia Platônica, Academia de Atenas ou Academia Antiga) é uma academia fundada por Platão, aproximadamente em 384/383 a.C. nos jardins localizados no subúrbio de Atenas. Durante muito tempo, considerou-se a criação da Academia fora para ser uma associação religiosa consagrada às Musas, dado que as leis do Estado ateniense não contemplavam a possibilidade de um estabelecimento semelhante ao que Platão queria construir, assim o filósofo escolhe a única forma de abrir juridicamente e legalmente seu espaço: fez reconhecer sua Academia como comunidade consagrada ao culto das Musas de Apolo.
A Escola de Atenas por Rafael Sanzio ( 1509-1510 ), afresco no Palácio Apostólico, Vaticano
Antes da Academia ser o que era, foi uma escola, e mesmo antes de Cimon cercá-las com muros no seu terreno havia um bosque sagrado de oliveiras dedicados a Atena, a deusa da sabedoria, fora das muralhas da cidade antiga de Atenas. O nome arcaico do local era (em grego antigoἙκαδήμεια Hekademia), que depois evoluiu para Academia, esse nome foi explicado pelo menos no início do século VI a.C., ligando-o a um herói ateniense, o lendário "Academo".
O local da Academia foi dedicado a Atena e a outros imortais, o local abrigou seu culto religioso desde a Idade do Bronze, um culto que foi, talvez, também associado aos herói-deuses Dióscuros (Castor e Pólux), o herói Academos associado ao local foi creditado por ter revelado aos gêmeos divinos onde Teseu tinha escondido Helena de Troia. Por respeito à sua longa tradição e da associação com a Dióscuros, os espartanos não devastaram o bosque quando incendiaram a Ática. Havia também pórticos e altares consagrados às Musas, às Graças, ao Amor, a Prometeu onde ardia a chama eterna em homenagem a Atena.
A Academia
O que mais tarde viria a ser conhecido como a escola de Platão provavelmente se originou quando Platão adquiriu a propriedade herdada com a idade de trinta anos, com encontros informais que incluiu Teeteto, Arquitas de Tarento, Leodamas de Tasos e Neóclides. De acordo com Debra Nails, Espeusipo "se juntou ao grupo cerca de 390." Ela afirma: "Até Eudoxo de Cnido chegar em meados da década de 380, Eudemo de Rhodes. não reconhece formalmente a Academia". Não há registros históricos do momento exato em que a escola foi fundada oficialmente, mas estudiosos modernos geralmente concordam que foi entre 380, provavelmente em algum momento depois de 387, quando Platão supostamente retorna de sua primeira visita à Itália e Sicília. Originalmente, o local das reuniões era a propriedade de Platão,muitas vezes o ginásio próximo da Academia, o que assim permaneceu durante todo o século IV.
Embora o clube Académica fosse exclusivo e não aberto ao público, pelo menos durante a época de Platão, não cobrava mensalidades para a adesão. Portanto, provavelmente não havia naquela época uma "escola" no sentido de uma clara distinção entre professores e alunos, ou mesmo um currículo formal. Houve, no entanto, uma distinção entre membros seniores e juniores. Duas mulheres são conhecidos por terem estudado com Platão na Academia, Asioteia de Filos e Lastênia de Mantineia.
Pelo menos durante o tempo de Platão, a escola não tinha qualquer doutrina especial para ensinar, em vez disso, Platão (e provavelmente outros associados da dele) passavam problemas a serem estudados e resolvidos pelos outros Há evidências das aulas dadas, principalmente a palestra de Platão "Do Bem", mas, provavelmente, o uso de dialética era mais comum. De acordo com uma história não verificável, datada de cerca de 700 anos após a fundação da escola, acima da entrada para a Academia estava inscrita a frase "Que ninguém exceto os geómetras entrem aqui".
Muitos imaginaram que o currículo acadêmico se assemelhava muito ao descrito em A República de Platão. Outros, porém, argumentam que tal quadro ignora os arranjos peculiares óbvios da sociedade ideal imaginada nesse diálogo. Os objetos do estudo quase certamente incluíam matemática, bem como os temas filosóficos com os quais o diálogo platônico trabalha, mas há pouca evidência confiável. Há alguma evidência para o que hoje seria considerado uma investigação estritamente científica: Simplício relata que Platão havia instruído os outros membros para descobrirem a explicação mais simples do observável movimento irregular dos corpos celestes: "ao hipotetizar que movimentos uniformes e ordenados são possíveis de se salvar das aparências relacionadas com os movimentos planetários."
Muitas vezes é dito ter que a Academia de Platão foi uma escola para os futuros políticos do mundo antigo e teve muitos alunos ilustres. Em uma pesquisa recente de evidência, Malcolm Schofield, no entanto, afirmou que é difícil saber até que ponto a Academia estava interessada em política prática (ou seja, não-teórica), pois grande parte das nossas provas "reflete uma polêmica antiga a favor ou contra Platão. "
Historia posterior da Academia
Diógenes Laércio dividiu a história da Academia em três épocas: Antiga, Média e Nova. Na liderança da Antiga, ele colocou Platão, à frente da Média Academia, Arcesilau, e na Nova Academia LácidesSexto Empírico enumerou cinco divisões dos seguidores de Platão. Ele definiu Platão, o fundador da primeira Academia; Arcesilau da segunda, Carnéades da terceira, Filon de Larissa e Charmadas da quarto, Antíoco de Ascalão da quinta. Cícero reconheceu apenas duas academias, a velha e a nova, e definiu a última começando por Arcesilau.
Academia Antiga
Os sucessores imediatos de Platão como "escolarcas" da Academia foram Espeusipo (347–339-a.C.), Xenócrates (339–314a.C.), Polemo (314–269 BC) e Crates (c. 269–266 a.C.). Outros membros notáveis ​​da Academia incluem AristótelesHeráclides do PontoEudoxo de CnidoFilipo de Opunte e Crantor.
Academia Média
Cerca de 266 a.C. Arcesilau tornou-se escolarca. Sob Arcesilau (c. 266-241 a.C.), a Academia enfatizou fortemente o ceticismo Acadêmico. Arcesilau foi sucedido por Lácides de Cirene (241-215 a.C.), Evandro e Télecles (em conjunto) (. 205 - c 165 a.C.) e depois Hegésino (c. 160 a.C.).
Academia Nova
A Academia Nova ou terceira começa com Carneades, em 155 a.C., o quarta escolarca em sucessão a partir de Arcesilau. Ele ainda foi um grande cético, negando a possibilidade de se conhecer a verdade absoluta. Carneades foi seguido por Clitômaco (129 - c 110 a.C.) e * Filon de Larissa ("o último mestre indiscutível da Academia," c 110-84 a.C.). De acordo com Jonathan Barnes, "Parece provável que Filon foi o último platônico geograficamente ligado à Academia".
Cerca de 90 a.C., o então estudante de Filon Antíoco começou a ensinar sua própria versão rival ao platonismo rejeitando Ceticismo e defendendo o estoicismo, o que iniciou uma nova fase conhecida como médio platonismo.
A destruição da Academia
O antigo terreno da Academia era passado de mestre para mestre com a obrigatoriedade de ser transmitido nas mesmas condições em que foi recebido. Este costume instituído terminou no ano de 529, por intervenção do imperador Justiniano. Considerada o último baluarte do paganismo, foi nessa altura fechada. A congregação associativa iniciada por Platão, além de ter uma finalidade eminentemente cultural e de possuir carácter jurídico, tinha igualmente um carácter religioso, sendo dedicada às musas inspiradoras.
Quando a Primeira Guerra Mitridática começou, em 88 a.C., Filo de Larissa deixou Atenas e refugiou-se em Roma, onde parece ter permanecido até sua morte. Em 86 a.C., Sula sitiou Atenas e conquistou a cidade, causando muita destruição. Foi durante o cerco que ele destruiu a Academia, pois "ele lançou suas mãos sobre os arvoredos sagrados e destroçou a Academia, que era a mais arborizada dos subúrbios da cidade, bem como o Liceu."
A destruição da Academia parece ter sido tão grave a ponto de tornar sua reconstrução e reabertura impossível. Quando Antióquio retornou a Atenas, vindo de Alexandria, em cerca de 84 a.C., ele retomou suas atividades letivas, mas não na Academia. Cícero, quem estudou com ele em 79/8 a.C., refere-se a Anióquio ensinando numa escola chamada Ptolêmica. Cícero descreve uma visita ao local da Academia uma tarde, que estava "quieta e deserta àquela hora do dia"
A Academia Neoplatônica
Filósofos continuaram a ensinar platonismo em Atenas durante a Era Romana, mas foi somente ao início do século V (c. 410) que uma Academia renovada foi estabelecida por alguns líderes neoplatônicos. As origens dos ensinamentos neoplatônicos em Atenas é incerta, mas quando Proclo chegou a Atenas no início dos anos 430, ele encontrou Plutarco de Atenas e seu colega Siriano ensinando naquela Academia. Os Neoplatônicos em Atenas se autodenominavam "sucessores" ("diádocos", mas de Platão) e apresentavam-se como sendo a tradição ininterrupta desde Platão, mas não há nenhuma continuidade entre estes e a Academia original, seja geográfica, institucional, econômica ou pessoal. A escola parece ter sido uma fundação privada, conduzida em uma casa grande com Proclo eventualmente havendo-a herdado de Plutarco e Siriano. Os líderes da Academia Neoplatônica foram Plutarco de Atenas, Siriano, Proclo, MarinoIsidoro e, finalmente, Damáscio. A Academia Neoplatônica atingiu seu ápice sob a liderança de Proclo (que morreu em 485).
Imperador Justiniano
Os últimos filósofos "gregos" da Academia renovada no século VI foram tirados de diversas pares do mundo cultural helenístico e sugerem amplo sincretismo da cultura comum (ver koiné): cinco dos sete filósofos da Academia mencionados por Agátias eram de origem cultural siríaca: Hérmias e Diógenes (ambos da Fenícia), Isidoro de Gaza, Damácio da Síria, Jâmblico da Cele-Síria e, talvez até mesmo Simplício da Cilícia.
Em data frequentemente citada como o fim da Antiguidade, o imperador Justiniano I fechou a escola em 529. O último acadêmico foi Damáscio (m. 540). De acordo com Agátias, seus últimos membros buscaram proteção junto ao regime do rei sassânida Cosroes I em sua capital Ctesifonte, levando com eles preciosos papiros de literatura e filosofia, bem como, em menor medida, de ciência. Depois de um tratado de paz entre os impérios Pérsia e Bizantino em 532, sua segurança pessoal (um dos primeiros registros de história da liberdade de religião) foi garantida.
Alguns especulam que a Academia não tenha desaparecido por completo. Após seu exílio, Simplício (e talvez alguns outros) pode ter viajado para Harã, próximo de Edessa. De lá, os estudantes de uma Academia-em-exílio podem ter sobrevivido até o século IX, tempo suficiente para facilitar uma retomada árabe da tradição comentarista neoplatônica em Bagdá, iniciando com a fundação da Casa da Sabedoria em 832; um dos maiores centros de estudos do período intermediário (do século VI ao VIII) foi a Academia de Gundixapur na Sassânida Persa, mas faltam referências que corroborem essa hipótese.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Acadêmicos

Academia Maçônica de Letras Sul-Rio-Grandense

Cadeira n° 01 - Acadêmico Celomar Walter Schwalm
Cadeira n° 02 - Acadêmico Ivo Benfatto
Cadeira n° 03 - Acadêmico Leo Francisco Ribeiro de Souza
Cadeira n° 04 - Acadêmico Miguel Alexandre Viana Lopes
Cadeira n° 05 - Acadêmico Flávio Carpes Moraes
Cadeira n° 06 - Acadêmico Oscar Selistre
Cadeira n° 07 - Acadêmico Ailton Pinto de Trindade Branco
Cadeira n° 08 - Acadêmico Walnyr Goulart Jacques
Cadeira n° 09 - Acadêmico Valdir Gomes
Cadeira n° 10 – Acadêmico Marcio Moraes dos Santos
Cadeira n° 11 - Acadêmico Nelson Andre Hofer de Carvalho
Cadeira n° 12 - Acadêmico Edison Fraga
Cadeira n° 13 - Acadêmico Getulio Dorneles Fernandes da Silva
Cadeira n° 14 - Acadêmico Hamilton Rodrigues Ruivo
Cadeira n° 15 – Acadêmico Augusto Regis Coelho Timm
Cadeira n° 16 - Acadêmico Jorge Wolnei Gomes
Cadeira n° 17 - Acadêmico José Julio Santos Medeiros
Cadeira n° 18 - Acadêmico David Lorenzo Soto Lepe
Cadeira n° 19 - Acadêmico Pedro Manoel Ramos
Cadeira n° 20 – Acadêmico Horácio Acácio Augusto
Cadeira n° 21 - Acadêmico Norton Valladão Panizzi
Cadeira n° 22 - Acadêmico Jarbas Lima
Cadeira n° 23 - Acadêmico Valdemar Fagundes Borges
Cadeira n° 24 - Acadêmico Antonio Carlos Lopes Cavalheiro
Cadeira n° 25 - Acadêmico Ary Clos
Cadeira n° 26 - Acadêmico João Vilmar Batista
Cadeira n° 27 - Acadêmico Benno Becker Junior
Cadeira n° 28 - Acadêmico Elison de Aquino Costa
Cadeira n° 29 - Acadêmico José Wohlgemuth Koelzer Neto
Cadeira n° 30 - Acadêmico João Fernando Moreira
Cadeira n° 31 – Acadêmico  Marcelo Jose Ferraz Suano
Cadeira n° 32 - Acadêmico João Jose Pereira Moreira
Cadeira n° 33 - Acadêmico Gilmar Silveira Batista
Honorário - Antonio Carlos Zamprogna